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sexta-feira, 22 de julho de 2016

HISTÓRIA DO ROCK

...Continuação.

Década de 1980


Atribui-se a esta década a popularização do rock brasileiro, movimento que surgiu para aproveitar a onda do estilo musical (rock) que já havia se consagrado mundialmente nos anos 70. Muitas bandas deste estilo, como os Titãs e Os Paralamas do Sucesso permanecem ativas até hoje, fazendo apresentações por todo o Brasil. Outras bandas e artistas da época, como Engenheiros do Hawaii e Legião Urbana, foram imortalizados e tocam nas rádios até hoje, devido ao grande sucesso entre o público, principalmente adolescentes.

Na década de 1980, ocorreu a verdadeira "explosão" do rotulado "BRock". Isso se deve em parte à criação de casas de show, como Noites Cariocas e Circo Voador (Rio) e Aeroanta, Napalm e Madame Satã (São Paulo). As primeiras bandas a fazerem sucesso foram os irônicos Blitz ("Você não soube me amar").

As bandas mais cultuadas dos anos 80 formam um "quarteto sagrado". São elas: Os Paralamas do Sucesso, originários do Rio de Janeiro, haviam se conhecido antes em Brasília e começaram a tocar na garagem de um dos integrantes, Titãs, paulistas (mais tarde "suavizados"). Inicialmente, juntavam as estéticas da new wave e do reggae com a da MPB. De 1982 a 1984 a banda era formada por nove integrantes - além dos músicos que continuam no grupo, fizeram parte do conjunto: Ciro Pessoa (vocais), Arnaldo Antunes (vocais), Marcelo Fromer (guitarra) e Nando Reis (baixo/vocais), logo se tornando um octeto, numa formação que duraria até 1992, com a saída de Arnaldo. O baterista do grupo Ira!, André Jung, tocou seu instrumento no primeiro trabalho titânico, depois cedendo seu posto a Charles Gavin, os cariocas Barão Vermelho, surgidos em 82 e liderados por Cazuza. Com a saída dele (que teve carreira solo bem sucedida), o guitarrista Frejat assumiu os vocais, e a mais influente Legião Urbana, liderada por Renato Russo, surgida em 82, emplacando alguns sucessos como "Faroeste Caboclo", "Será" e "Eduardo e Mônica", que chegaram ao topo das rádios. A banda acabou com a morte de Renato Russo, em 1996. Os outros legionários que compunham a banda eram: Marcelo Bonfá (bateria) e Dado Villa-Lobos (Guitarra). Renato Rocha foi baixista da banda até 1988.

Tiveram outros grupos de grandes sucessos na época, como as bandas Sempre Livre, Gang 90 e as Absurdettes, Biquini Cavadão,Hanói Hanói, Hojerizah, Lobão e os Ronaldos, Metrô, Magazine, Grafitti, Ed Motta & Conexão Japeri, além de cantores(as) comoMarina Lima, Leo Jaime, Ritchie, Kid Vinil, Fausto Fawcett, entre outros.
Vários locais do Brasil tinham suas bandas surgindo no Rio de Janeiro, surgiram as bandas Kid Abelha, Heróis da Resistência e Leo Jaime, Uns e Outros e o fim da banda Vímana revelou Lulu Santos, Lobão (também ex-Blitz) e Ritchie. Em São Paulo, o Festival Punk de 81 revelou Inocentes, Cólera e Ratos de Porão. Além dessa cena, surgiram as principais bandas paulistas, como Ultraje a Rigor (no qual Edgard Scandurra tocou antes do Ira!), Ira!, Titãs, RPM, Zero, Metrô, e Kid Vinil (então vocalista da banda Magazine), sem se esquecer da cena independente muito bem representados pelo Fellini, Cabine C, Agentss, Smack, Voluntários da Pátria, Akira S e As Garotas Que Erraram, e Mercenárias. Em Brasília, o Aborto Elétrico (em que Renato Russo tocara) virou o Capital Inicial (que acabou se fixando em São Paulo), e a Plebe Rude teve o sucesso "Até Quando Esperar" e "Proteção". No Rio Grande do Sul, os "cabeças"Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós chegaram ao sucesso nacional. Também estouraram bandas gaúchas de rock como TNT,Taranatiriça, Cascavelletes, Os Replicantes, Os Eles, Bandaliera, Garotos da Rua, DeFalla. Na Bahia, chegou ao sucesso o Camisa de Vênus.

No heavy metal, originou-se em Minas Gerais a banda brasileira de maior sucesso internacional, o Sepultura, que toca o gênero extremo thrash metal, com letras em inglês. Outra banda a conseguir algum destaque no exterior (Japão) foi a paulista Viper, que também escrevia letras em inglês, e que ajudou a desenvolver um estilo que viria a ser chamado de metal melódico no Brasil. O Viper foi também responsável por revelar o vocalista Andre Matos, que participaria de duas grandes bandas brasileiras: Angra e Shaman.

Década de 1990


Dentre as novidades da década, está o surgimento da MTV Brasil, em 1990. O período ficou marcado pelo enorme crescimento da indústria do videoclipe no Brasil, além da emissora musical oferecer oportunidades de divulgação pra inúmeras bandas que estavam em início de carreira. Com isso, todos os grupos de destaque na época, tiveram seus clipes veiculados no canal.

Surgiram também festivais alternativos importantes para a divulgação do cenário independente, como o Abril pro Rock, em Recife e as grandes gravadoras voltaram a apostar em grupos novos, através de pequenos selos, como Chaos, pertencente à Sony Music e Banguela Records, criado pelos Titãs em parceria com o produtor Carlos Eduardo Miranda e distribuído pela Warner Music.

O primeiro grande grupo da década foram os mineiros Skank, que misturavam rock e reggae. Ao longo dos anos, outros grupos mineiros surgiriam, como Pato Fu, Jota Quest, Virna Lisi e Tianastacia.

Em Recife despontou o movimento Mangue beat. Liderados por Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, as bandas misturavam percussão pernambucana com guitarras pesadas, conquistando a crítica.

Entre 1994 e 1995 surgiram dois grupos bem sucedidos pelo humor, os brasilienses Raimundos, com o ritmo forrocore (forró+hardcore) e os guarulhenses Mamonas Assassinas, parodiando do heavy metal ao sertanejo, que chegaram a fazer 3 shows por dia e venderam 1,5 milhão de cópias.

Alguns rappers tiveram ligação íntima com o rock, como Gabriel o Pensador, o Planet Hemp (que pedia a legalização da maconha) e o Pavilhão 9 (que falava de violência policial).
O Sepultura teve um crescimento de popularidade nos anos 90, culminando no álbum Roots, que fez da banda uma das principais do heavy metal mundial na época e lhes rendeu razoável exposição no mainstream. Pouco tempo depois, Max Cavalera, membro fundador e front man, saiu da banda, dando lugar a Derrick Green.

Seguindo o caminho do Sepultura, o Angra também gravou músicas em inglês, misturando power metal com ritmos tipicamente brasileiros. A banda alcançou sucesso na cena heavy metal brasileira e reconhecimento mundial, sendo muito bem recebidos na França e principalmente no Japão.
Outros destaques da década são O Rappa e Cidade Negra, representando a ligação do reggae com o rock, Charlie Brown Jr., com influências do skate punk e vocais rap, Cássia Eller, com um repertório de Cazuza, Renato Russo e Nando Reis, e Los Hermanos, que surgiram com Anna Júlia, canção pop que não combinava com a imagem intelectual da banda.

Outro fato da década é que todas as bandas do "quarteto sagrado" do rock da década de 1980 (exceto a Legião) tiveram de se reinventar para reconquistar o grande público. Os Paralamas, depois de uma fase experimental, voltaram às paradas com Vamo Batê Lata (1995), o Barão Vermelho, com o semi-eletrônico Puro Êxtase (1998) e os Titãs, com seu Acústico MTV (1997).

Depois de um tempinho, surgiram Wilson Sideral e Flávio Landau (ambos irmãos de Rogério Flausino vocalista do Jota Quest). Sideral emplacou nas rádios brasileiras sucessos como Não Pode Parar e Zero a Zero. Já Landau obteve maior reconhecimento na década seguinte.

O rock gaúcho continuou muito bem representado pela banda Cidadão Quem, pelos cantores Wander Wildner (ex-Replicantes) e Júpiter Maçã (ex-Cascavelletes), entre outros nomes de projeção local.

Também tiveram grupos de carreira mais curta, como Rumbora, Skuba, Virgulóides e O Surto, banda conhecida pelo hit A Cera. Outros alcançaram status de artistas cult, como Little Quail and The Mad Birds e Mulheres Q Dizem Sim.

A década também ficou marcada pela perda de Cazuza, em 1990 e Renato Russo seis anos depois, dois dos maiores ícones da história do rock brasileiro, além da morte de Chico Science, em 1997 e o trágico acidente de avião que vitimou o grupo Mamonas Assassinas um ano antes. (Continua...)

(Responsável pela pesquisa: Waldemir Oliveira - Blassed Boutique).


quarta-feira, 20 de julho de 2016

ISSO É ROCK IN ROLL!

Interrompo aqui minhas férias para fazer um registro de um evento realizado pelo Partage Shopping em comemoração ao dia do rock, no último domingo (17). Evento de altíssimo nível que lotou a Praça de alimentação do Partage Shopping e fez o público vibrar com muito entusiasmo. Enfim, tive o privilégio de ouvir música de verdade em plena noite de domingo. E ainda dizem que o povo de Parauapebas só gosta de sertanejo, brega e funk.

Surpreendeu-me a qualidade da banda Som de Bar. Ainda não a conhecia, mas tive o privilégio de curtir ao vivo uma rapaziada empolgada e afinada tocando puro rock in roll de todos os estilos. O jovem Danilo Botelho no comando do repertório fez o público cantar junto com a banda e fez bonito. Posso afirmar que a banda Som de Bar não fica devendo em nada para as bandas que já assisti pelos barzinhos desse brasilzão a fora. E olha que nesse campo sou viajado!

Aqui vai um resumo da história do Rock feito por um dos organizadores do evento, o empresário Waldemir Oliveira.

História do Rock


Década de 1950

O "pontapé inicial" do rock no Brasil foi Nora Ney (conhecida cantora de samba-canção) quando gravou o considerado primeiro rock, "Rock around the Clock", de Bill Haley & His Comets (trilha do filme Sementes da Violência), em outubro de 1955, para a versão brasileira do filme. Em uma semana a canção já estava no topo das paradas (mas Nora Ney nunca mais gravou nada no gênero, tirando a irônica "Cansei do Rock", em 1961). Em dezembro, a mesma canção recebia versão em português, "Ronda das Horas" (por Heleninha Ferreira) e outra gravada por um acordeonista, não tão bem sucedidas quanto a "original".

Em 1957, foi gravado o primeiro rock original em português, "Rock and Roll em Copacabana", escrito por Miguel Gustavo (futuro autor de "Pra Frente Brasil") e gravada por Cauby Peixoto.

O cantor foi acompanhado pelo grupo The Snakes, formado por Arlênio, Erasmo Carlos, Edson Trindade e José Roberto (o "China"), no filme "Minha Sogra é da Policia" (1958). O grupo acompanhou Cauby na canção That's Rock, composta por Carlos Imperial.

Entre 57 e 58, diversos artistas gravaram versões de músicas americanas, como "Até Logo, Jacaré" ("See You Later, alligator"),"Meu Fingimento" ("The Great Pretender" dos The Platters) e "Bata Baby" (Long Tall Sally de Little Richard).

Embora em 57 o grupo Betinho & Seu Conjunto, de "Enrolando o Rock" (também gravada por Cauby Peixoto) tenha alcançado grande fama, os primeiros ídolos do rock nacional foram os irmãos Tony e Celly Campelo que, em 1958, lançaram o compacto Forgive Me/Handsome Boy, que vendeu 38 mil cópias. Tony gravaria mais dois singles até seu álbum em 1959, e Celly estourou em 1959 com "Estúpido Cupido" (120 mil cópias vendidas), chegando a ter boneca própria (com a qual aparece na capa de seu LP "Celly Campello, A Bonequinha Que Canta").

Os Campello também apresentariam Crush em Hi-Fi na Rede Record, programa totalmente voltado para a juventude, que revelou diversas bandas.Outros programas também surgiram para aproveitar a "febre" como Ritmos para a Juventude (Rádio Nacional-SP), Clube do Rock (Rádio Tupi -RJ) e Alô Brotos! (TV Tupi). Em 1960, surgira até a Revista do Rock. 

Década de 1960

O começo da década foi marcado pelo surgimento de grupos instrumentais como The Jet Blacks, The Jordans e The Clevers (futuros Os Incríveis), e do cantor Ronnie Cord, que lançaria dois "hinos": a versão "Biquíni de Bolinha Amarelinha" e a rebelde "Rua Augusta".

Até que surge um capixaba que se tornaria o maior ídolo do Rock Nacional dos anos 60 e, posteriormente, o maior nome da música brasileira: Roberto Carlos, que emplacou dois hits em 1963: "Splish Splash" e "Parei na Contramão". No ano seguinte, obteve mais sucessos como "É Proibido Fumar" (mais tarde regravada pelo Skank) e "O Calhambeque". Aproveitando o sucesso, a Rede Record lançou o programa Jovem Guarda, apresentado por Roberto ("Rei"), seu amigo Erasmo Carlos ("Tremendão") e Wanderléa ("Ternurinha"). Só nas primeiras semanas, atingira 90% da audiência.

Seguindo o sucesso do programa Jovem Guarda , surgem outros artistas, Renato e seus Blue Caps, Golden Boys, Jerry Adriani, Eduardo Araújo, Ronnie Von e Dick Danello, que tinham seu som inspirado nos Beatles (o gênero apelidado "iê-iê-iê") e no rock primitivo (rock and roll e rockabilly). A Jovem Guarda também levou a todo tipo de produto e filmes como Roberto Carlos em Ritmo de Adventura (seguindo a trilha de A Hard Day's Night e Help! dos Beatles).

Apesar disso, os artistas da MPB "declararam guerra" ao iê-iê-iê da Jovem Guarda, chegando a um protesto de Elis Regina, Jair Rodrigues, entre outros, conhecido "Passeata contra as guitarras elétricas". O programa terminaria em 1968, com a saída de Roberto Carlos.

Então, surgiria a Tropicália. Em 1966, surgiram Os Mutantes: Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, com seu deboche e som inovador. Em 1967, a dupla Caetano Veloso e Gilberto Gil faria as canções "Alegria, Alegria" e "Domingo no Parque", apresentadas no III Festival da Rede Record. No ano seguinte, o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band fascinou a dupla, levando a apresentações vaiadas em festivais de Record e Excelsior, e ao álbum coletivo Tropicália ou Panis et Circensis, com Mutantes, Gal Costa, Tom Zé, Torquato Neto, Capinan, Rogério Duprat e Nara Leão, considerado um dos melhores álbuns brasileiros da história.

Os Mutantes também criariam carreira grandiosa, com álbuns elogiados a partir de 1968 e chegando a influenciar até Kurt Cobain, do Nirvana. O grupo começaria a se desmanchar com a saída de Rita Lee, em 1973.


Década de 1970

O endurecimento do Regime militar levou Caetano e Gil ao exílio em Londres, onde viveram de 1969 a 1972. Durante o período, gravaram dois discos considerados dos seus melhores, Transa (Caetano), e Expresso 2222 (Gil).
Após sair dos Mutantes no final de 1972, Rita Lee iniciou uma muito bem sucedida carreira solo, acompanhada do grupo Tutti Frutti. É nesse período, que ela lança o seu mais memorável álbum: o Fruto Proibido de (1975), disco este, que contém os sucessos "Agora só falta você", "Esse tal de Roque Enrow" e "Ovelha Negra". Arnaldo Baptista também gravou o aclamado Loki? (1974). Os Mutantes ainda atravessaram a década convertidos ao rock progressivo, passando por várias formações e dissolvendo-se em 1978.
Em 1973, surgiram Secos & Molhados, liderados por João Ricardo, com Ney Matogrosso como vocalista, que faziam a chamada "poesia musicada", com canções muito bem elaboradas como "Rosa de Hiroshima" ou "Prece Cósmica", apesar de alguns flertes menos poéticos e mais divertidos como "O Vira". Dois álbuns e um ano depois, em 1974, o grupo com sua formação clássica (João, Ney e Gerson Conrad) se desfez.

Em 1973 surgiu outro ícone: Raul Seixas, que vendera 600.000 compactos de "Ouro de Tolo" em poucos dias e se tornaria "bardo doshippies" com músicas debochadas como "Mosca na Sopa" e "Maluco Beleza"esotéricas como "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás" e"Gita", e as motivacionais "Metamorfose Ambulante" ( que compunha aos 14 anos) e "Tente Outra Vez".

Movimentos surgiram em outros locais do Brasil: em Minas Gerais, o "Beatlesco" Clube da Esquina, liderado por Milton Nascimento eLô Borges; e no Nordeste, a "nova onda" dos Novos Baianos, além da chamada "Invasão Nordestina": artistas que misturaram o sertanejo ao rock, como FagnerZé Ramalho e Belchior.

Mesmo com o pouco espaço na mídia, várias bandas e estilos se destacavam no circuito underground da época, como o progressivo regional de O Terço (que chegou a gravar um álbum em inglês voltado para o mercado italiano), o hard rock do Made in Brazil, orock rural de Sá, Rodrix e Guarabyra e o hard progressivo do Casa das Máquinas.
No verão de 1975 foi organizado o pioneiro festival de rock no Brasil, o "Hollywood Rock", patrocinado pela companhia Souza Cruz, no Rio de Janeiro.Participaram os grupos VimanaO PesoRita Lee & Tutti Frutti, além dos cantores Erasmo CarlosCelly e Tony Campelo e Raul Seixas. As apresentações foram registradas no documentário Ritmo Alucinante, lançado no mesmo ano.
 
... (Continua)

quinta-feira, 30 de junho de 2016

I WORKSHOP SOBRE CAMPANHA ELEITORAL É REALIZADO EM PARAUAPEBAS COM SUCESSO

No dia 28 de junho aconteceu na Chácara Capitão Lamarca o 1º Workshop sobre Campanha Eleitoral em Parauapebas. O evento foi realizado pela PEGASUS CONSULTORIA sob a coordenação do professor Luiz Vieira e teve o objetivo de treinar um grupo de candidatos para enfrentar com qualidade e conhecimento de causa a difícil campanha eleitoral que terão nesse pleito. As orientações jurídicas ficaram por conta do dr. José Omar Arrais.

O treinamento contou com a presença de vários candidatos junto com seus principais assessores. Cada um recebeu uma apostila com conteúdo exclusivo e inovador preparada pelo professor Luiz Vieira com todas as instruções necessárias para uma campanha inovadora e vitoriosa. Os principais temas abordados foram: 

  • Como organizar e gerenciar um Comitê Eleitoral
  • Planejamento financeiro de campanha
  • Como preparar uma equipe vitoriosa
  • A arte da sedução na conquista do voto
  • A difícil arte de conquistar e manter o voto
  • Atitudes que boicotam uma campanha política X Atitudes de um vencedor
  • Como se comportar nas redes sociais
  • A construção da proposta (plataforma) política
  • Atitudes vedadas aos candidatos (Legislação Eleitoral)
Os participantes avaliaram positivamente o workshop e recomendaram aos demais candidatos. "Acredito que esse evento hoje foi extremamente enriquecedor e uma experiência inédita que vai render muitos frutos. Uma candidatura é como se fosse uma empresa, tem que ser tocada de forma profissional", ressalta o dr. Zé Omar.  Já o pré-candidato Rafael Ribeiro (PMDB) disse: "Esse projeto do professor Luiz Vieira veio em boa hora, pois não há mais espaço para amadorismo na política. Nós que somos pré-candidatos temos que buscar nos profissionalizar a cada dia mais e, sem dúvidas, esse workshop enriqueceu muito nosso conhecimento". A aula do professor Luiz Vieira para mim, é um farol que me guiará nesse mar de rochedos submersos para que eu não venha naufragar. Agora me sinto mais seguro", Branco do Taxi - REDE). "Conteúdo riquíssimo que me fez enxergar os pequenos detalhes que faz a diferença para uma carreira política", disse Josélia Matos, pré-candidata do PV.  Para o assessor de candidato Rogério Soares, o curso lhe fez abrir os olhos e mudou sua visão do quê é uma boa campanha eleitoral. "O primeiro passo para o sucesso", assim definiu o assessor de campanha Janilton Aranha. "O workshop foi um novo norte para minha carreira política onde me sinto mais preparado para a guerra e minha visão foi ampliada. Já sou um vitorioso", destacou o Francisco do Karatê, pré-candidato da REDE SUSTENTABILIDADE.

No final do treinamento, foi fornecido um formulário de avaliação aos participantes que preencheram de forma anônima. 81,8% avaliou como excelente o curso, e 18,2% achou bom.

A pedido de vários candidatos que não puderam participar, será oferecido outro módulo no dia 19 de julho. O local e horário será divulgado posteriormente.

BANDIDOS FUGITIVOS DO PRESÍDIO DE PEDRINHAS-MA CHEGAM A PARAUAPEBAS E VANDALIZAM A ESCOLA ESTADUAL IRMÃ DULCE

Ontem, quarta-feira (29/6), um grupo de perigosos marginais fugidos do presídio de Pedrinhas – MA chegaram a Parauapebas e escolheram a Escola Estadual Irmã Dulce para descarregarem sua fúria selvagem. Conseguiram – não se sabe como – uniformes da escola e, adentraram no recinto disfarçados de estudantes. No segundo andar, começaram a quebrar as vidraças das janelas e jogaram os vidros no meio da rua. Quando o coordenador chegou para tentar descobrir os autores de tal ato, imperou a lei da mordaça: no meio de mais de 300 alunos, ninguém viu nada, ninguém sabia de nada.

Já na saída da escola, começaram a gritar como índios em guerra e a espalhar os sacos de lixo na rua, deixando um rastro de destruição e imundice na frente da escola. Além disso, saíram riscando os carros e motos dos professores com ódio visceral. O vigia assistia a tudo sem nada poder fazer.

A falência da educação pública


Infelizmente a notícia acima é parcialmente falsa. Tudo aconteceu como descrito, mas não existiu fugitivos de Pedrinhas. Digo infelizmente, pois seria muito menos doloroso para os educadores saber que sua escola foi atacada por marginais presidiários. Mas não foi. As cenas e os fatos descritos acima foram obra dos próprios alunos da escola.

O ato de vandalismo ocorrido no final do terceiro turno da Escola Irmã Dulce foi obra de adolescentes “normais” que tiveram a oportunidade de estudar numa escola pública. Suas famílias, geralmente nem imaginam do que são capazes, e defendem-nos (na maioria das vezes) como sendo pessoas boas que só saem de casa para a escola ou para a igreja. “Não, eu garanto que meu filho não é capaz de fazer isso”, diz a pobre mãe incrédula.

Qual o futuro desses jovens? Para que a escola está servindo na vida deles? Nós que somos professores sentimo-nos impotentes com essa realidade. A realidade é que não estamos conseguindo educar essa geração devido às limitações que o Estado nos impõe. Terminamos o primeiro semestre sem que grande parte dos alunos tivessem disciplinas como Língua Portuguesa, Educação Física, Filosofia, Artes, Química e outras. No final do ano a escola fraudará os boletins e inventará  notas das disciplinas que não foram ministradas por falta de professores e tudo seguirá normalmente. O importante é que o Estado continue fingindo que investe na educação.


O resultado disso não poderia ser outro: uma geração completamente despreparada que vão produzir famílias desestruturadas e criar filhos indisciplinados e sem limites que continuarão vandalizando escolas e desrespeitando professores, enquanto adoram cantores de funk, galã da Tv e jogadores de futebol. E os professores? Ah, esses já desistiram do sonho de transformar a sociedade através da educação já faz um bom tempo.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O CASAMENTO DA DONZELA GRÁVIDA

No sertão da agitada cidadezinha aos pés da montanha encantada, mesmo estando em pleno século XX, ainda predominava as tradições da honra. Nesse contexto, os casamentos arranjados e de conveniência era quase corriqueiro.

Maria Teófilo era uma jovem donzela pura e recatada. Moça de posses e com grandes atrativos físicos, era cortejada e desejada pela metade dos rapazes da cidade. Mesmo sendo criada nos moldes tradicionais, não escapou das garras do conquistador Dadá. Dadá era uma figura boa praça, voz mansa e de boa convivência com todos. Alguns até chamavam-o de "encantador de serpentes". Era daqueles que resolvia tudo com uma boa conversa.

E foi essa boa conversa que convenceu a Maria Teófila a entregar-lhe o que tinha de mais sagrado: a sua pureza. Namoraram, amaram-se, e aproveitaram todos os prazeres que a vida tinha a oferecer. E continuaram fagueiros e fazendo inveja aos rapazes e moças da agitada cidade de sonhos dourados. O sonho de Maria Teófilo era casar e constituir família com Dadá. Esse, por sua vez, sonhava em trabalhar e ajudar a desenvolver sua cidade, e quem sabe, um dia transformá-la na famosa "Capital do Minério".

Tudo ia muito bem, até que Maria Teófilo ficou grávida. "E agora, o que vamos fazer?" - Indagou Maria preocupada. "Calma guria, daremos um jeito" - respondeu Dadá despreocupado. Maria só pensava em se casar o quanto antes para evitar a desonra pública e o grave castigo do seu pai. Mas o tempo foi  passando e o Dadá não demonstrava nem um interesse em se casar. Não dava mais para esconder aquele estado onde a donzela ia perdendo suas curvas de forma acelerada e ficando rechonchuda. Não dava mais para esperar.

Percebendo que o Dadá não ia se casar e que tudo estava perdido, Maria Teófilo resolveu por um ponto final no namoro. O Dadá aproveitou para dar um tempo e mudou-se de cidade para se recompor. Saiu prometendo um dia voltar para sua querida cidade encantada. 

Enquanto mantinha o relacionamento com o Dadá, a Maria era cobiçada de longe pelo senhor Vavá. Esse, nutria uma paixão secreta pela musa, mas não se atrevia a manifestar. Agora que o Dadá estava fora do páreo, ele se atreveu a se declarar. Maria viu naquele intrépido cavalheiro a sua chance de salvar a honra de donzela. Contou-lhe tudo o que havia sucedido e falou do seu estado crítico, ao qual ele respondeu: "minha filha, não tem problema. Assumo esse filho como se fosse meu". E assim, marcou o casamento o quanto antes, pois a noiva já estava perdendo as formas e ficando em estado interessante.

Vavá antecipou o casamento para tentar mostrar a sociedade que o filho era seu. Contratou o cantor Sergio Reis e marcou a grande festança para o dia primeiro do mês que sucedeu. Com Sergio Reis cantando, quem é que ia prestar atenção na protuberância da noiva. E que importância teria se falassem que o filho da donzela não era seu? Dane-se as convenções! O importante era manter as aparências.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

SINDICATO DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO (SINTEPP) DENUNCIA TENTATIVA DE MANOBRA DO PREFEITO VALMIR

AS MANOBRAS DO GOVERNO NÃO DERAM CERTO. O COMEPA É DA CATEGORIA!

Por Crizoneide Rodrigues Chaves*

Mais uma vez o governo tentou dar um golpe na categoria. Mais uma vez ele tentou suas manobras para inserir seus seguidores num órgão público tão importante para a sociedade e para os Profissionais em Educação. Mas a categoria provou que não quer o governo nesse Conselho, porque sabe que é ali que serão analisadas e aprovadas muitas questões como, por exemplo, e calendário letivo. A categoria sabe qual a verdadeira função do COMEPA e a real intenção do governo. Os nossos atos e assembleias têm sido verdadeiras aulas de legislação e cidadania e um grande aprendizado estamos tirando disso.  Não vamos às ruas para encontrar os amigos e colocar a conversa em dia como é feito nas formações oferecidas aos professores por esse governo. Na verdade, tais “desinformações” não nos interessam. Não vamos às ruas com o intuito de deixar nossos alunos sem aula. Vamos às ruas “gritar” para a sociedade que conhecemos os nossos direitos e que eles estão sendo violados. Vamos dizer aos pais que seus filhos merecem mais respeito. Moramos numa cidade rica. As arrecadações que a prefeitura de Parauapebas recebe por mês daria para resolver todos os problemas da Educação e Saúde do município, mas esse recurso não aparece.  A categoria teve ontem, mais uma de suas conquistas. Com muita garra e contra um exército inteiro que o governo mandou para a assembleia, conquistamos o COMEPA.  O governo tentou de todas as formas impedir que a categoria fizesse parte desse Conselho porque sabe que com isso terá que abrir a “caixa preta” e prestar contas de muitas irregularidades que vêm acontecendo com o dinheiro público.  Prova disso é o fato de a Polícia Federal "visitar" com frequência o prédio da prefeitura de Parauapebas.
 
Mas não houve jeito. O governo perdeu. Mandou para um momento tão importante representantes despreparados e dispersos, que não sabem ouvir. O Regimento Eleitoral foi lido e deixava bem claro que para compor a chapa todos teriam dez minutos. Mas eles não pararam para ouvir. Afinal, era “apenas um líder sindicalista” que estava fazendo a leitura. E por isso perderam a chance de compor a sua chapa. Isso prova que a maioria deles estava ali apenas para votar contra a categoria. Temos atualmente em média 460 servidores filiados ao SINTEPP e, geralmente em nossas assembleias o número de frequentadores varia entre 200 e 380 e quando o ato acontece em horário que eles deveriam estar em salas de aula, expedimos uma declaração para abonar as suas faltas, porque eles não podem se ausentar de seu local de trabalho.  Mas ontem foi diferente. Às 17 horas todos os servidores foram dispensados para irem à assembleia. Era de interesse do governo que ninguém deixasse de votar.  Quando é conveniente a ele, os servidores são dispensados mais cedo. Providenciou com rapidez a lista com os nomes de todos e enviou ao sindicato e  havia muitos diretores com contracheques em mãos entregando-os a professores contratados. Vale ressaltar que esses contracheques certamente foram impressos no início da semana já que ironicamente o portal do servidor saiu do ar um dia antes da assembleia. O COMEPA é como “A menina dos olhos” do governo.  Foram mais de 2000 pessoas presentes na assembleia de ontem. Pessoas que nunca participaram da nossa luta estavam lá para votar na chapa do governo. Umas sabiam o porquê de estarem ali, outras não. Falavam que apenas foram mandadas pra lá.  Sinto pela ignorância de muitos que não sabem qual a verdadeira função do COMEPA. Porém, uma coisa ficou visível: o interesse do governo em manter seus adeptos lá. O fato é que a categoria está esclarecida e não vai mais aceitar golpe. Chega de assédio moral contra os professores, chega de aulas aos sábados, chega de formações que não nos acrescentam nenhum conhecimento. Lutamos por mais respeito e o fazemos com garra, com foco. Nossa luta não é vã. Não deixamos a família em casa para irmos às assembleias colocar a conversa em dia. “Arregaçamos as mangas” e vamos à luta. É por isso que usamos sapatos baixos. Nossa luta é cansativa. Para nós, vale mais a essência do que a aparência. Nesse sentido recomendo às representantes do governo que da próxima vez que forem às nossas assembleias não usem salto para não ficarem reclamando que estão cansadas e que a votação está demorando,  como aconteceu ontem. A nossa luta é árdua.

 Os nossos diálogos são longos porque os nossos problemas são muitos. “Pensar cansa mais que capinar”. Precisamos estar atentos o tempo todo aos golpes do governo.  Se quiserem estar conosco precisam esquecer o barulho, o sol quente, a falta de energia elétrica, o calor. Isso faz parte da nossa rotina, embora, não aceitamos. Afinal, em nossas salas de aula falta tudo. Da próxima vez, vou sugerir aos colegas da coordenação que façamos a assembleia na rua, sob o sol escaldante do Pará. Talvez assim o povo do governo entenda as nossas angústias e reivindicações e levem o recado a ele para investir mais na educação do município.

MERECEMOS MAIS RESPEITO.  AGORA VAMOS FISCALIZAR!

*Secretária Geral do SINTEPP - Sub-sede Parauapebas

terça-feira, 21 de junho de 2016

OPERAÇÃO CAMISA DE FORÇA - GAECO X PACAJÁ X PARAUAPEBAS

No dia 21 de junho, mais uma vez o GAECO (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) fez mais uma "visitinha" em Parauapebas. Dessa vez o alvo foi a empresa GEOTOP. Alguns órgãos de imprensa de Parauapebas, orientados pela ASCOM se apressaram em divulgar que, dessa vez, não tinha nada a ver com a prefeitura de Parauapebas e, que o alvo era só a prefeitura de Pacajá. Acontece, que a GEOTOP é detentora de vários contratos milionários com a prefeitura de Parauapebas, e a maioria desses contratos foram feitos na modalidade de adesão a ata de outro contrato. Advinha de quem era a ata que a prefeitura aderiu para fazer os contratos com a GEOTOP? Dou-lhe uma, dou-lhe duas... Isso mesmo! Da prefeitura de Pacajá. Portanto, mais uma vez, a prefeitura está mergulhada até a testa nesse lamaçal de corrupção.

Citaremos aqui alguns contratos para que o leitor tenha a dimensão do estrago aos cofres públicos:

* Contrato número 20140291 SEMURB - Manutenção da iluminação pública no ano de 2015. Valor: R$ 1.371.717,00. E a cidade às escuras.

* Contrato número 20150027 SEMURB - (Janeiro a julho/2015) serviço de limpeza urbana. Valor: R$ 4.614.028,30. De junho a agosto de 2015 recebeu mais R$ 2.307.014,30 perfazendo o total de R$ 6.921.042,60 (quase R$ 7 milhões). No primeiro trimestre de 2016 a empresa recebeu da PMP mais R$ 6.028923,30.

* Contrato número 20150183 SEMPROR - escoamento da produção rural. Só de janeiro a março de 2016 recebeu da PMP o valor de R$ 1.064.520,00. Haja produtos para escoar! Pelo jeito escoou toda a produção de Parauapebas para o Sul do Brasil.

Esses são só alguns contratos que demonstram o violento esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Como todos podem notar, nossa cidade está suja e escura. 

E mais uma vez o GAECO veio aqui e saiu com um monte de papéis. Para o povo, isso já não é mais novidade, pois essa se tornou uma marca do governo Valmir Mariano. Quando não é o GAECO é a Polícia Federal. E enquanto prefeitos caem em vários municípios do Estado do Pará por desvios de pequenos valores, o Valmir Mariano continua firme e forte, apesar do procurador Nelson Medrado dizer que aqui existe uma quadrilha que se aliou ao poder do crime para fraudar licitações. 

Enquanto o judiciário não demonstrar na prática que aqui não é uma terra sem lei ou terra onde o dinheiro compra tudo, resta aos cidadãos que ousam a questionar, contar com a sorte para permanecer vivo. 

Peçamos a Deus que nos proteja dos assaltos, dos acidentes ou de outras formas suspeitas de se eliminar quem fala demais. 

PEQUENOS GESTOS QUE DETERIORAM O CARÁTER E DESTROEM O PLANETA

Na semana passada, recebi um comentário de um leitor anônimo do blog que criticava a postagem que eu havia feito com o título "O MANÍACO DO PREGO". De imediato, mandei para a lixeira, não por seu teor crítico, mas por ser completamente sem noção. Achei que não acrescentaria nada para os meus leitores. 

No dia seguinte, ao fazer uma caminhada, notei quando um senhor que caminhava a minha frente, embolou um papel e jogou no chão, como se fosse o gesto mais natural do mundo. Instintivamente, abaixei, apanhei a bolinha de papel e abordei o senhor e disse: "senhor, você deixou cair isso" - e entreguei-o. Ele me olhou meio confuso, balançou a cabeça negativamente e disse: "não deixei cair não. É lixo mesmo" - falou enquanto voltou a jogar a bola de papel no chão. Voltei a questionar dizendo: "Mas o senhor acha normal jogar lixo no chão?" E ele respondeu: "Mas é só um papelzinho, não vai fazer diferença".

Imediatamente lembrei do comentário do anônimo no blog e arrependi por não ter publicado. Mas dizia mais ou menos assim: "Luiz Vieira, com tanta corrupção na política, com o aquecimento global, (...) você vai se preocupar com prego nas árvores?" E continuou com uns impropérios que não posso publicar aqui. Foi inevitável associar o gesto do "sugismundo porcolino" com esse anônimo. "É só um pedaço de papel, são apenas alguns pregos nas árvores, coisinhas sem importância". O grande problema é que o ser humano começa a se acostumar com pequenos delitos, e quando menos percebe, sua mente já está totalmente deteriorada e corrompida. Primeiro a criança começa brincando de torrar formigas com uma lupa apontada contra o sol, e os pais falam: "é só brincadeira de criança". Depois ele já adolescente, brinca de jogar álcool em mendigo e tacar fogo. E os pais perguntam: "onde foi que eu errei?

Quando nos acostumamos com pequenos desvios, com o tempo nos tornamos insensíveis aos grandes problemas. Se eu não sou capaz de me indignar com um maníaco que sai enchendo as árvores de pregos, logo, acharei normal quando alguém aterrar o igarapé Ilha do Coco. Se eu acho normal alguém jogar uma bolinha de papel no chão, que moral terei para reclamar dos alagamentos causados pelos entupimentos dos bueiros? 

São as pequenas atitudes que formam o nosso caráter e nossa personalidade. Pense nisso!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O MANÍACO DO PREGO

Quem gosta de fazer caminhada ao longo da PA sob a sombra das acácias, dos ipês e outras espécies que formam o nosso belo corredor verde, se depara com uma cena curiosa e cruel. Todas as árvores estão cravejadas de pregos. Inicialmente pensei que se tratasse de um ritual de magia negra ou obra de algum maníaco que quisesse exterminar as árvores. 

Indignado com aquela sandice resolvi investigar por conta própria e descobrir o "gênio" por trás dessa ideia nefasta. O que descobri foi inacreditável: foi mais uma obra do governo Valmir Mariano. Pasmem!, mas é isso mesmo. A SEMURB simplesmente usou pregos para fixar as mangueiras da decoração natalina em dezembro de 2015. Essa foi de lascar!

Um ato de extrema irresponsabilidade, grosseria e um crime contra o meio ambiente. E é bem capaz de aparecer um puxa saco criando uma tese de que pregos fazem bem para as árvores. Duvida?

terça-feira, 14 de junho de 2016

POLÍCIA FEDERAL DE NOVO EM PARAUAPEBAS

Hoje, ((14) a Polícia Federal amanheceu mais uma vez em Parauapebas. Isso já não é mais novidade para ninguém, já que essa tem sido uma marca do governo Valmir Mariano e já se tornou corriqueiro em Parauapebas. Seria bom que se instalasse logo no prédio da prefeitura um núcleo da PF para economizar tempo e dinheiro do erário público.

A máfia dos carros dublês


Inicialmente, algumas pessoas chegaram a comentar que a Polícia Federal estaria aqui por conta de denúncias de carros dublês que circulam livremente em Parauapebas. Segundo informações, um membro do primeiro escalão da prefeitura de Parauapebas circula pela cidade com uma caminhonete que seria carro dublê. O dono do carro original que seria de Imperatriz-MA teria descoberto o esquema após receber mais de 50 multas. Chegou a vir em Parauapebas, mas o moço rapidinho deu sumiço na caminhonete. O proprietário promete fazer muito barulho para desmontar o esquema e repassou informações bombásticas a um jornalista local. É aguardar pra ver.

Operação Asfixia teria vazado


Trata-se de mais um mandado de busca e apreensão contra a prefeitura de Parauapebas assinada pelo juiz da 2ª Vara Federal de Marabá, dr. Heitor Moura Gomes. O mandado foi assinado pelo magistrado em 25 de maio de 2016 e há grande possibilidade dessa ordem ter vazado, pois, nos últimos dias, segundo uma fonte próxima ao gabinete, houve uma intensa movimentação no setor de informática trocando HD's e apagando dados de todas as secretarias, principalmente da saúde e Setor de Licitações. Aliás, desde a primeira operação - a Operação Filisteu - que aconteceu no dia 26 de maio de 2015 que se comenta que os principais dados e informações estão guardados em segurança por um figurão da informática. A polícia e o Ministério Público teria levado apenas assessórios sem informações relevantes.

O poderoso "Chefão" continua impune


É apenas mais uma apreensão que servirá de entulho no depósito da Polícia Federal. O que interessa mesmo para a população, por enquanto fica só na esperança, pois o prefeito Valmir está muito bem protegido pelo "sistema" e agindo livremente. Até agora, só quem pagou o pato foram os vereadores que denunciaram o prefeito e alguns peixes miúdos. 

O que ninguém entende é como o nosso "Chefão" continua impune. Em vários municípios do Pará, prefeitos foram afastados por migalhas e aqui, nada acontece. Em Marabá por exemplo, o prefeito João Salame foi afastado por causa de uma dívida de $14 milhões com o IPASEMAR (Instituto de Previdência dos Servidores de Marabá). Em Parauapebas, segundo o procurador Nelson Medrado, os desvios ultrapassam a $ 1,5 bilhão, e o Valmir Mariano continua livre e fagueiro.

A cada dia que passa sem uma resposta da justiça, nossa cidade está sendo destruída e cidadãos estão correndo risco de morte. Justiça tardia é prima-irmã da impunidade.